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domingo, 24 de março de 2013

nem percebi,

Como é difícil saber sobre o que seremos amanhã. Os dias vão passando e a carga de responsabilidade sobre nós mesmos só aumenta e, sem sentir, vamos nos acostumando as rotinas, aos horários, às cobranças e as responsabilidades. Quando, pela manhã, você faz como sempre fez, abrindo os olhos, você vê - CRESCEU.

Ninguém sabe ao certo como aconteceu, ninguém sabe de fato como acontece. Você simplesmente passa a se cobrar mais. Todo mundo (ou grande parte) das pessoas ao seu redor estão trilhando um caminho, seguindo uma meta, determinados. E você acaba se sentindo assim também. Sem perceber, você começa a escrever uma história, a fazer escolhas, a se cobrar mais. E numa noite, como outra qualquer, você se deita e sente o peso de uma rotina que chegou sem que você pudesse sentir.

Sem perceber você está longe de casa, longe dos pais, longe dos velhos amigos. Sem perceber as piadas não fazem mais tanto sentido, alguns discursos que antes te agradavam passam a te incomodar e você se torna um pouco intolerante. Sem perceber você já não tem o mesmo ânimo pra sair e sexta parece um dia bem atrativo pra dormir até mais tarde no dia da folga. E tudo fica melhor quando você pode amar o que faz.

E passo a passo você trilha um caminho que, nem sempre, é o mesmo desde o inicio. Você conhece pessoas, visita lugares, lê, ouve e, de repente, pega um atalho, segue outra trilha, volta se precisar. Mas você nunca para de andar.

Acho que o segredo é esse. Boas companhias, bons livros, uma boa playlist e nunca parar de andar.

domingo, 21 de agosto de 2011

sobre cordões umbilicais


A vida tá passando e hoje me dei conta de quanta coisa mudou. É como se em dois meses eu tivesse, de certa forma, me sentindo mais leve ou livre. Só que a sensação não é boa. Não que seja ruim, mas é incomoda, dolorida.

É como se eu tivesse que, a partir de agora, contar comigo e comigo mesma. Não que eu não tenha pessoas maravilhosas ao meu lado, que me apoiam e me enlaçam. Quando falo de solidão falo da minha vida, comigo. A partir de agora, as direções que eu tomar são minha e de minha responsabilidade. Se quiser ficar eu fico, se quiser partir eu vou, só que tudo que eu fizer é meu e de mais ninguém.

O que eu ganhar, o que perder.

Estou me afastando do meu passado, fazendo coisas com minha própria permissão. Não fazendo por minha própria consciência. Contando o cordão, pouco a pouco. E dói. Estranha, machuca. É como completar um ciclo, uma primavera, deixar pra trás um tempo, pessoas.

E assusta, mexe com a gente, impacta. A rotina do trabalho, da faculdade, do dinheiro no fim do mês, do namorado, dos cansaços, dos planos, da gasolina.

É tentar não errar, é tentar não desviar, é tentar manter o foco. É tentar crescer com consciência, com maturidade, com responsabilidade.

Uns demoram mais, outros menos. Crescer é inevitável.