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domingo, 24 de março de 2013

nem percebi,

Como é difícil saber sobre o que seremos amanhã. Os dias vão passando e a carga de responsabilidade sobre nós mesmos só aumenta e, sem sentir, vamos nos acostumando as rotinas, aos horários, às cobranças e as responsabilidades. Quando, pela manhã, você faz como sempre fez, abrindo os olhos, você vê - CRESCEU.

Ninguém sabe ao certo como aconteceu, ninguém sabe de fato como acontece. Você simplesmente passa a se cobrar mais. Todo mundo (ou grande parte) das pessoas ao seu redor estão trilhando um caminho, seguindo uma meta, determinados. E você acaba se sentindo assim também. Sem perceber, você começa a escrever uma história, a fazer escolhas, a se cobrar mais. E numa noite, como outra qualquer, você se deita e sente o peso de uma rotina que chegou sem que você pudesse sentir.

Sem perceber você está longe de casa, longe dos pais, longe dos velhos amigos. Sem perceber as piadas não fazem mais tanto sentido, alguns discursos que antes te agradavam passam a te incomodar e você se torna um pouco intolerante. Sem perceber você já não tem o mesmo ânimo pra sair e sexta parece um dia bem atrativo pra dormir até mais tarde no dia da folga. E tudo fica melhor quando você pode amar o que faz.

E passo a passo você trilha um caminho que, nem sempre, é o mesmo desde o inicio. Você conhece pessoas, visita lugares, lê, ouve e, de repente, pega um atalho, segue outra trilha, volta se precisar. Mas você nunca para de andar.

Acho que o segredo é esse. Boas companhias, bons livros, uma boa playlist e nunca parar de andar.

sábado, 19 de novembro de 2011

de contos e coleções,


Quando a gente se acostuma com alguma coisa é extremamente complicado desapegar. Até mesmo de pequenas coisas. Uma roupa, um sapato, uma bicicleta, um carro, um quarto, um caminho, uma pessoa, um estado, um país.

É difícil cortar o cordão, deixar pra trás, tornar experiência. E a gente passa por todo um processo psicológico pra poder desgarrar, pra poder soltar a mão e, principalmente, pra poder encarar o novo.

Muito mais do que preparo é preciso coragem. Coragem pra pisar em terrenos instáveis, para se apoiar em castelos de areia, pra esbarrar em culturas opostas, pra aceitar, transferir, concordar, discutir, ou até mesmo incorporar o novo.

É preciso coragem pra decidir ir. Pra decidir mudar. Pra decidir deixar pra trás o que, aparentemente, nos é seguro e nos jogar em um universo de incertezas que só nos trará histórias mil pra contar.

Arriscar. Ir. Soltar a mão. Conhecer. No começo é doloroso, como toda ruptura. Mas o futuro só tende a nos trazer as experiências mais incríveis de nossas vidas.

Há quem não queira arriscar. 'Tá bom assim como tá'. Ok. E vai ser assim pra sempre. As mesmas coisas, do mesmo jeito, os mesmo pensamentos, as mesmas ideias, as mesmas bobagens, as mesmas barreiras e um conhecimento limitado, antigo, antiquado. E um futuro em quatro paredes, um livro que termina no índice, um conto entre tantos livros lançados por ai.

Casar, construir uma casa, ter filhos. Não que seja ruim. Mas, não é pra mim. Não agora. Quero contar aos meus filhos todos os países que visitei, todos os estados que conheci, todas as culturas que experimentei, todos os apartamentos em que morei e toda as pessoas com que os dividi. Quero viajar o mundo, ou até mesmo viajar meu país.

Há vidas que dariam contos. Da minha, farei uma coleção.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

sobre coragem e força,


Eu queria poder dizer pra vocês o que estou sentindo agora. Ou como estou vivendo e como estou pensando. Eu queria dizer quais meus ideais, meu desejos, meu sonhos atuais. Eu queria muito, mas não consigo.

Pela primeira vez, em muito tempo, me faltam palavras. Me faltam frases ou sentenças que se conectem pra expressar fielmente o que, de fato, sinto neste exato momento.

Queria voltar. Não para sempre, nem por um instante. Queria voltar no tempo suficiente de todos os abraços, todos os beijos, todas as palavras, todos os sorriso, todas as noite, todas as festas e todos os rostos. E quando enjoasse (porque enjoa sim), eu voltava.

Voltava porque já tenho raízes aqui. E isso não significa que ficarei aqui para sempre, mas que fico o tempo necessário pra subir tão alto que ninguém poderá me ver. Me sinto só, eu e meus problemas. Sinto que cresci rápido demais, sinto que estou amadurecendo na marra, rasgando a carcaça e nascendo do ventre do mundo!

Sinto que sinto. Saudade, vontade, fé e confiança.

De sol a sol (literalmente) vou desbravando meus próprios caminhos, chutando minhas próprias pedras e resolvendo meus próprios problemas.

Com a saudade corroendo, acordo todas as manhãs celebrando um novo dia.Longe de casa, longe da minha história, longe dos rostos conhecidos.

Construindo um futuro a base de muita coragem, força, fé e determinação. Com tem que ser.


Queria dizer à vocês como me sinto, só não tenho palavras. O tempo tá passando e quando eu menos esperar estou dentro daquele avião. Calma, calma, calma.

quinta-feira, 17 de março de 2011

de melodias em mim,


O que todos procuramos ao voltar. Voltar pra onde? Você evita construir vínculos, na tentativa egoísta de não sentir saudades NUNCA. Mas, na prática, isso não acontece. A cada instante a mais, desde que você abre os olhos, você está em contato com milhões de pessoas, milhões de outras histórias, milhões de outros pontos de vista. Você sorri, sem motivo, sem qualquer motivo. E se despede, com vontade de ficar. Você volta pra um mundo que somente VOCÊ administra. Dorme a hora que quer, come o que cozinhar, vai pra onde quiser, isso SE o dinheiro der. E você acha que cresceu, acha que é livre, acha. Você só quer andar acompanhada e afirma, à todo instante, que não precisa disso. Mas, na verdade, você sabe que procura, a cada novo olhar, a cada palavra. E só você sabe o quanto é difícil enxergar que, na verdade, você tá procurando ele em alguém. E por isso, tá tão dificil de achar? Me liga, me chama pra jantar, ir ao cinema, ou que seja, tomar um sorvete. Lembra de mim, nem que seja um minuto do seu dia, quando não estiver pensando em nada. Se me dissessem, há três anos atrás, que você iria embora, eu não acreditaria. Eu teria a certeza de que todos estariam enganados, afinal, você disse que estaria ao meu lado SEMPRE. Que engraçado, eles estavam certos, mas, mesmo assim, o tempo não passou pra nós. E não é que você se foi mesmo? E não é que só o que deixou foi seu adeus fixados nos meus olhos? E não é que, o tempo passou pra nós? E hoje, não é mesmo que não sofro mais? Não sofro? Desejo, desejo com toda força que você possa estar aqui. Do mesmo jeito que se foi, do mesmo jeito que já foi um dia, com o mesmo sentimento, sem os erros, sem os outros. Se me dissessem, há três anos atrás, que você me deixaria, eu riria deles. Afinal, você me prometeu. E, por falar em saudade, onde anda você mesmo? E aqueles planos, mal construídos em cima de areia? Onde estão todos os sonhos? Ainda posso ouvir o riso que ecoou na noite em que falamos de nós mesmo. Nossa, tanto tempo aqui e eu falando de você. Esse texto tinha outra função, mas acabou chegando em você? Alguém vai dizer: deve ser porque ele não sai de você. E eu digo: deve ser porque nada jamais sai de mim. Sou um acumulo de sensações, um acumulo de desejos, um acumulo de vontades, um acumulo de histórias, um acúmulo de vocês. Porque no fim, todos somos. Entre CPM22, Pink, John Mayer, Tiê, Maria Gadú, Capital Inicial. Todos vocês ainda estão em mim. Eu deveria saber que 'pra sempre' não é nada.

Aliás, prefiro que sejamos nada. Dizem que NADA dura para SEMPRE.