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sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

É menina!




Disse minha mãe após o primeiro ultrassom que deu pra ver o sexo daquele bebê.

- E vai se chamar Mônica, completou meu pai.
- Mônica não, Rayssa, com Y dois ÉSSES.
- Eu gosto de Nayara, então vai ser esse mesmo.
- Rayssa Nayara.

E vai sei baixa, como nós. Não vai ser blogueira, ou pelo menos não de moda. Nunca vai estar muito feliz com seu próprio corpo.
Vai sonhar. Vai idealizar falas, discursos, entrevistas. Vai querer ser muito famosa. 
Vai ser afinada, mas não a ponta de ser cantora, mas isso nunca a vai impedir de cantar.
E vai ser artista, artista das palavras. Vai falar bastante com a boca, mas melhor com os dedos, bem mais com a alma, em silêncio.

Vai ser jornalista. Mas nunca vai deixar de sonhar. Vai sonhar com sua entrevista no Jô, com algo de espetacular que descobriu, vai ser famosa no youtube, ou vai tentar, ou só vai sonhar mesmo, cantando na frente do espelho, decorando textos de novelas, entrevistando celebridades.

Vai girar o mundo sem medo, porque o medo que ela acha que terá, vai ser - na verdade- a vontade de ser livre que alimenta o que ela nasceu pra ser. Vai crescer.

Vai se machucar, vai ser gótica, usar roupa estranha, ter namorado bizarro e vai sofrer por amor, ou pelo que ela vai achar que é. Vai crescer e mudar quando descobrir que o grande amor era somente uma grande fase.

E quando, mais tarde, se machucar de verdade, vai ver que a real dor é a da distância de casa. Da falta do arroz com feijão. Vai tatuar no corpo a liberdade que é da alma. Vai ser grande, mesmo sendo pequena.

Vai ser falante, vai pintar metade do cabelo de loiro, vai gostar de dormir e comer. E vai ser gordinha. E por mais que ela ligue bastante pra isso, não vai ser assim tão importante pra que ela deixe de comer brigadeiro.

Vai cansar das festas, mas vai ter grandes amigos. Desses que serão pra sempre. Desses que serão irmãos. E mesmo com todo o dom das palavras, vai engasgar quando quiser expressar pra família o tamanho da importância que temos para essa bebê.

E vai ser doente, um pouco de nicotina, nada de álcool, alguns porres, nenhuma droga.

E vai chorar. Pelo filme da Disney, pela morte do cachorro, pela pobreza. Mas vai aprender a não chorar de tantos adeus que vai dizer nas portas de embarque que vai entrar. E quanta gente vai deixar pra trás. E quanta gente vai virar palavra.

Vai ter um grande amor. Que a vai ensinar a dividir, a ceder, a ser menos sempre ela. Vai ter que soltar a mão e entregar ao destino o amor que ela sabe que é o dela. E que ela vai torcer que volte.

Nossa menina vai ser semente, jogada de um lado pro outro, sem conseguir raízes. Semente que cai na terra, alimenta o solo, bebe água e vento leva, pra outra terra, pra outro solo, sem precedentes, sem vínculos, só histórias pra contar da semente que não germina, da semente que aprendeu a dizer adeus e guardar pra si a dor que é ter tanto dentro de si pra contar, sem muitas pessoas para ouvir.

Mas vai ser feliz. Vai ser o mundo. Vai contar histórias, vai inventar discursos, vai idealizar cenas.
Vai respirar liberdade até fechar os olhos e contar pras estrelas que nome composto nunca a agradou.

E adubar o mundo com alma, e palavras.


sexta-feira, 13 de abril de 2012

quem sabe,


As vezes só dói. A saudade, o ego, a indiferença. Dói, amarga a boca, derrama sobre o rosto a água salgada de quem, nunca, entende o porque.

As vezes dá o nó na garganta, o estranhamento, o 'não sei ao certo'. As vezes da vontade de voltar, pedir pra descer, fechar os olhos e fazer com que tudo ao nosso redor se transforme em passado, em espelho, em 'cama quentinha e chocolate'.

As vezes só dói e nem sei ao certo. Porque não liga, porque não ligo, porque já nem ligo mais. Ou porque deixei de ligar, algum dia, pra onde sempre mantive os olhos.

Dói pensar que tudo é relativo, que tudo é passageiro, que tudo pode simplesmente 'não existir mais'. Ou deixar de existir. Como quem sente fome, come e passa. E sente fome de novo, e come, e passa. Esse ciclo constante de sensações inconstantes que te faz sentir e ressentir e sentir de novo.

E passa. Sempre passa. Rápido, devagar, se esvai. E tudo são lembranças, e lembra? De quando éramos dois, éramos nós, amigos, melhores amigos, namorados? E pra onde? E onde? Como e quando?

E pergunta, e ecoa, e as vezes, só dói.

'Quem sabe o que é ter sem querer pra si'.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

sobre tudo que quero agora,


Quando tudo o que você quer é voltar pra casa. Sentir o cheiro do seu quarto, o clima frio da sua sala de estar e ouvir as discussões rotineiras da sua família.

Quando tudo o que você quer é ouvir sua vó dizer que você cresceu. E seus primos te pedirem pra ir pro rolê. Quando tudo o que você quer comer é aquele arroz-com-feijão da sua mãe e emprestar aquele batom novo para sua irmã.

Quando tudo o que você mais deseja é entrar naquele avião e sentir o cheiro de São Paulo. O abraço dos amigos, o beijo do namorado, a saudade consumida pela presença.

Quando tudo que você quer é que o ano mude e que 6 dias passem devagar, tão devagar que você possa apreciá-los vagarosamente como o ano que fica para trás.

Quando tudo o que você quer é voltar. E um Ano Novo melhor.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

desabafo,

Sinto saudades. Daquelas que apertam o peito, e fazem as lágrimas rolarem aparentemente sem motivo, sem hora, sem lugar, sem aviso.

Eu sinto aquele nó na garganta, aquela vontade de ligar, mandar um recado, contar como está tudo por aqui e que em breve volto pra ganhar aquele abraço enorme.

Dai eu paro e volto a ler aquela última conversa. Em um misto de insultos, absurdos, julgamentos infundados, que me fizeram chorar e me perguntar durante dias pra que tanta dedicação, eu me lembro perfeitamente do que doeu, de como doeu e de como, dia após dia, senti a falta de vocês.

Hoje já não sinto mais. Calejei. De tanto querer e não fazer, amar e não demonstrar, calejei a dor. E, sem querer, vocês não faziam mais diferença no meu dia a dia. Assim como eu não valia a pena, priorizei. Ninguém pode ser insubstituível, aprendi na marra.

E lhes desejo paz. E felicidade. E sucesso. E que não cometam o mesmo erro novamente, que não desperdicem amor, amizade e dedicação.

E que entendam que 'irmandade' é mais que passar mal de tanto beber juntos no carnaval.


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

sobre coragem e força,


Eu queria poder dizer pra vocês o que estou sentindo agora. Ou como estou vivendo e como estou pensando. Eu queria dizer quais meus ideais, meu desejos, meu sonhos atuais. Eu queria muito, mas não consigo.

Pela primeira vez, em muito tempo, me faltam palavras. Me faltam frases ou sentenças que se conectem pra expressar fielmente o que, de fato, sinto neste exato momento.

Queria voltar. Não para sempre, nem por um instante. Queria voltar no tempo suficiente de todos os abraços, todos os beijos, todas as palavras, todos os sorriso, todas as noite, todas as festas e todos os rostos. E quando enjoasse (porque enjoa sim), eu voltava.

Voltava porque já tenho raízes aqui. E isso não significa que ficarei aqui para sempre, mas que fico o tempo necessário pra subir tão alto que ninguém poderá me ver. Me sinto só, eu e meus problemas. Sinto que cresci rápido demais, sinto que estou amadurecendo na marra, rasgando a carcaça e nascendo do ventre do mundo!

Sinto que sinto. Saudade, vontade, fé e confiança.

De sol a sol (literalmente) vou desbravando meus próprios caminhos, chutando minhas próprias pedras e resolvendo meus próprios problemas.

Com a saudade corroendo, acordo todas as manhãs celebrando um novo dia.Longe de casa, longe da minha história, longe dos rostos conhecidos.

Construindo um futuro a base de muita coragem, força, fé e determinação. Com tem que ser.


Queria dizer à vocês como me sinto, só não tenho palavras. O tempo tá passando e quando eu menos esperar estou dentro daquele avião. Calma, calma, calma.

domingo, 9 de outubro de 2011

querido dezembro,

Não chegue. Simples assim. Demore, demore MUITO a chegar. E se puder, não chegue.

Nada pessoal contra você, assim, mas, não venha pra mim, esqueça-me.

Não leve de mim aquilo que demorei tanto pra conquistar. Não leve. Não me obrigue a soltar suas mãos, a não poder mais olhar em seus olhos, não me obrigue a vê-lo partir.

Querido dezembro, não faça isso comigo. Eu nunca tive motivos pra odiá-lo, mas não tenho outro jeito a não ser te implorar para que não chegue. Ou não se apresse, não. Os quero perto de mim, ele e ali. Os quero, eu sei que às vezes não parece, mas os quero.

E você, querido dezembro, quer me castigar. Quer me mostrar o quanto me importo e não percebo. Dezembro, não chegue, eu os amo. E hoje, posso vê-los dormir ao meu redor e como dói pensar que você os levará de mim. Em um aeroporto, com minutos contados antes de uma partida que vai doer por meses, por anos, até vê-los novamente.

Não me venha dizer que tenho que entender. Eu entendo, eu sei e compreendo que eles têm que ir. Mas não me diga pra não sofrer, não me obrigue a não sentir essa falta que arrebenta meu peito, só de pensar em deixá-los. Só de pensar em não tê-los. Só de pensar no que serei sem eles e no vazio que deixarão.

Querido dezembro, por que?

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

sobre a falta de você,


Tá faltando paciência. Tá faltando compreensão. Tá faltando ceder. Tá faltando dormir cedo, tá faltando carinho, tá faltando tempo. Tá faltando vontade de ir pra frente, tá faltando lágrima, tá faltando abraço. Tá faltando falar baixo, tá faltando pensar alto, tá faltando.

Tá faltando a magia, tá faltando o cheiro, tá faltando o gosto do beijo com vontade. Tá faltando a respiração mansa, tá faltando a risada largada, tá faltando a piada engraçada, tá faltando.

Tá faltando cinema, tá faltando pipoca, tá faltando jantar. Tá faltando cartinha, tá faltando recadinho, tá faltando reconhecer. Tá faltando me conhecer, tá faltando te conhecer, tá faltando a gente.

Tá faltando você ao lado, tá faltando o abraço apertado, tá faltando seus olhos nos meus.

Tá sobrando amor, só tá faltando saber dividir.

domingo, 24 de julho de 2011

sobre me deixar,


Sinto falta de mim. Sinto falta de ser como era, de pensar como pensava, de ter as certezas que sempre tive. Me olho no espelho e vejo outra eu, com novas ideias, novos conceitos, novas verdades, novos planos. Vejo outra eu, com um destino diferente, uma vontade diferente, com ideais diferentes.

Sinto falta de mim, do meu perfume, da minha vontade. Sinto falta das minhas palavras, dos meus sentimentos.

Passei tanto tempo comigo que passei a não me dar o devido valor. E hoje, tão distante de mim, me desejo a cada dia mais. É como se eu tivesse me perdido em algum instante desses dias iguais e noites quentes. Como se eu tivesse me deixado pra trás, me esquecido, não me ouvido gritar por socorro. É como se eu não decidisse que mereço mais do que a mim mesma.

Sinto falta de chorar comigo, rir comigo, estar comigo. Falta do meu eu inspirador, meu eu cantante, meu eu poeta. Sinto falta do meu exagero, da minha alienação, do meu falso moralismo. Sinto falta do meu cinismo, minha risada escrachada, meu teatro. Sinto falta do meu coração mole, do meu amor por todos, da minha dignidade e do meu orgulho de mim.

Sinto falta de cantar livre pra mim mesma, de respirar fundo pra mim mesma, de controlar a minha própria cabeça. Sinto falta de mim.

Quem sabe um dia eu não volte pra me buscar, volte para meus braços, volte pro meu perfume. Quem sabe um dia eu não retorne a mim, com o desejo de quem ama a si, venera a si e se colocar sempre em primeiro lugar.

Quem sabe um dia eu não, eu sim ...

eu volte a mim.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

de vocês em mim,

Sinto saudades. Saudade de poder estar com vocês. Saudades de não perder um minuto sequer da vida de vocês. Sinto saudades de cantar, chorar, passar raiva com vocês. Sinto saudades amigos.

Sinto falta de ter a certeza de que encontrei pessoas que vou levar pra vida toda. Sinto falta de olhar fotografias e dizer orgulhosa 'são sim, meus melhores'. Sinto saudades imensas.

Sinto ciumes, raiva, mágoa. Sinto que os perco aos poucos, como filhos que saem de casa e deixam a cama vazia. Só que, neste caso, fui eu quem os deixou.

E vocês cresceram, longe de mim, longe dos meus olhos, longe dos meus abraços. E se esqueceram de tudo, como se tudo não fosse nada.

Sinto saudades melhores, saudades de nós. Saudades de sofá do shopping nas tardes de quarta, de 'black' nas sextas no Gol de Placa, saudades das traquinagens da terças pela manhã, saudades das palavras de apoio misturada a conselhos idiotas que me faziam sorrir.

Saudades de poder abracá-los e dizer, de fato, como os amo, os amo e os amo. E de como não sei viver sem vocês. Viajei o pais inteiro e, dia após dia, não parei de pensar em vocês um minuto sequer.

Porque os amo. Amo como filhos, amo como irmãos, amo como os melhores.

Estou magoada sim, mas eu sei que isso passa. E tudo o que eu disse é da boca pra fora. Eu sei que a maneira com que eu os amo não tem reflexo. Afinal, cada maneira de amar é diferente. Mas eu eu amo assim, escancarado, pra quem quiser ver. AMOR, de verdade.

Sinto saudades de nós. Saudades do laço, do tripé, da confiança. Sinto saudades das noite mal dormidas e das horas ao celular. Sinto falta dos perfumes.

Os amo amigos, e isso nunca vai mudar. Estando vocês ao meu lado ou não, vocês serão pra sempre, parte imprescindível de mim. Meu melhor, meus melhores.

Eu sinto MUITA falta de vocês.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

sobre ex periências,


Ex não é um prefixo bom. Ex namorado, ex marido, ex amigo. O significado é pesado, traz coisas pesadas, lembranças que a gente leva como lei que não devem ser lembradas. Pra que gente? Ex é só um pedaço da sua história, que prova que você viveu, que chorou, que já fez coisas pra se arrepender ou pra lembrar pra sempre.

Eu acho bem sem noção essa coisa de que ex é inimigo. Aí você vem com 'mas depende de como foi o fim do relacionamento, traição por exemplo é motivo de não falar com ex'. Pois é, eu não acho. Acho que já foi, já traiu, já chorou, já terminou e é isso, cada um segue sua vida. Ninguém precisa odiar ninguém, não faz sentido.

Pior que ex que odeia ex é atual de ex que odeia ex (confuso!). Gente, por favor, odiar alguém que você nem conhece, através de conceitos formados por alguém que já vem de uma história conturbada não é das atitudes mais adultas do mundo.

Eu não acredito em ex amigo, suuuper amigo. Mas acredito em respeito. A gente tem que saber respeitar, saber colocar a vida pra frente, e não torcer contra, evitar, denegrir. Isso só prova que você não conseguiu lidar com tudo o que aconteceu.

Cada um tem sua vida, cada um tem seu destino, as pessoas mudam, os gostos mudam, e sempre chega a hora em que o camelo tem sede. A gente tem mesmo que parar com esse negócio de odiar, guardar mágoa, disseminar o ódio e o passado. O que passou a gente guarda pra gente, ruim ou bom, a gente filtra e guarda como EXperiência.

Não odeio, não tenho mágoa e desejo que todos os 'ex' da minha vida sejam felizes, como todos devemos ser. E você, também não odeie, não ignore, não finja indiferença, se no fundo, você só não quer lembrar de quanto foi feliz.

E não me atirem pedras pelo post, não é pra ninguém em especial, é só um desabafo. Amar mais, que o mundo vai ser melhor assim.

Porque odiar não é não amar. É amar demais e não poder tocar.

ps: estou apaixonada, é.

quinta-feira, 3 de março de 2011

estágio,


A intenção inicial é matar as saudades. É chegar e reencontrar os amigos, as cenas familiares, a família. E poder abraçar e sentir o cheiro de costume, de rotina, de infância. A intenção é realmente essa. Daí, você sai, muda de rotina por um mês e tudo muda, tudo se transforma, todo o rumo das coisas se esvai. E você tem uma nova visão.

Tem novos amigos, novos rostos conhecidos, novos sorrisos. Você conhece novas pessoas, que te fazem mudar de opinião, que jogam seus conceitos irredutíveis na parede, que te contradizem, te desafiam e, assim, você cresce, você amadurece, você se apaixona por ideais que não são seus. Assim, quando você decide, o tempo já não esta mais a seu favor.

Três meses voaram e você se vê ali, a dias de ir embora, a dias de voltar pra sua realidade, pro seu destino. E você, que tinha a intenção de matar toda a saudade, agora sofre por antecipação pela saudade que sabe que vai sentir de todo mundo que conheceu.

De todas as ideias, de todos os conceitos, de toda pseudo rotina. E, por instantes, você decide ficar. Jogar tudo pro alto, só pra não perder denovo esses olhares tão aconchegantes como abraços. Esse sorriso, esse humor. Mas, isso passa. E você volta a realidade, a contar os dias que faltam pra você ir.
Parece injusto, mas foi algo que eu escolhi pra mim. Parece insensato, contraditório, mas não é. A sensação de dias contados, de perda, de saudade é o que me motiva a ir.

O fato de dar valor, a dias, a semanas, a momentos. Parece injusto, estranho, mas é .Vou sentir muito a sua falta. Vou sentir falta da sua imaturidade misturada com seu charme, da maneira como passa a mão na testa arrumando o cabelo com o indicador e polegar. Do jeito como seu rosto fica vermelho quando ta com calor, e do seu perfume, que toma todo o ambiente quando chega. Do seu sorriso, que tive tão poucas vezes ao meu lado, mas em que todas essas vezes me enxeu de sentimentos bons. 


De falar com você no msn, olhar pra cima do monitor e achar seus olhos lá, tímidos fixados na tela. De rir pra você me notar, andar pra você me notar, fazer você me notar. Te fazer se enxergar em mim. E mesmo sabendo que nada existiu, você foi a melhor coisa que jamais foi minha. E eu te proibo de me esquecer, te proibo de me perder, te proibo. E te proibo de ser tão contido.Na minha memória, o seu 'pra sempre', os nossos caminhos que trilham pra gente se ver, e meu reflexo pra sempre nas lentes dos seus óculos, né?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

e por falar em saudade,


Não, isso não muda. O tempo pode passar, vocês podem passar anos sem se ver, e a lembrança de tudo o que viveram pode, de certa forma, deixar de ter toda essa nitidez, mas nada, nunca vai apapgar tudo de vez. Ninguém muda por completo, ningém muda toda sua essência. Você sabe que te procuro aonde posso e eu tenho a total consciencia de que você faz o mesmo. Não é porque nossos corações estão distantes que deixaram de bater compassados, no mesmo ritmo. Não é porque a cabeça foi pra um lado oposto que as coisas vão mudar. Afinal, não é a cabeça que faz a gente gostar, não é?
Como é possível manter uma distancia tão grande de alguém que, há pouco, era tão próximo ? Como é possível pronunciar tamanho desprezo por alguém que, há pouco, era tanto amor?
Ninguém odeia sem motivo, sem precisão, sem nexo. Ninguém odeia quem tanto amou, puramente amor? Ninguém que não queria fingir, pra fugir, de mim, de si, de tudo que construimos ... juntos.

E por mais que os castelos de areia sejam destruídos pelas ondas, os grãos que o construiram ainda estão dispersos no mar.

sábado, 22 de maio de 2010

deixa que o tempo vai,


Escrevo porque vivo e viver me consome muita energia. Me consome tempo. Acordo, corro, faculdade, almoço, aula a tarde, ônibus, terminal, casa, artigo, livro, internet, jantar, twitter, cama. O tempo corre, me guia. Me prende ? O tempo não passa nunca. Ou passa rápido demais quando estamos felizes. O segundo da solidão dura anos, o dia da euforia dura milésimos e o tempo ? Esse não cura nada, não ensina. O tempo passa devagar, pra doer. Ou passa muito rápido pra nos fazer das valor aos momentos. O tempo muda ideiais, muda rotinas, cicatriza.


É, cicatriza. Fecha a ferida, faz parar de doer. Mais não há cicatriz que o tempo possa apagar. Ele escorre por entre os dedos, TIC TAC, e cada batida te faz lembrar. O tempo guarda lembranças em uma caixa. E a abre só quando você não precisa. O tempo muda as coisas, muda os sentimentos. Esfria, aquece. Aproxima, afasta. O tempo te faz lembrar, te faz comparar, te faz sentir saudades ou agradecer eternamente por ele ter passado. O tempo é cruel.


O que muda em dois anos? Dois dias? Dois meses? Sentimentos vêm ao chão, simplesmente desaparecem. Ou crescem, brotam. Grandes amores são desfeitos, grandes laços são criados. Há, o tempo! O tempo sopra como o vento e, sem que você possa vê-lo, ele passa. E quando olhamos no espelho ele está lá. O tempo. Como ele passou! Talves tenha passado pra tudo, exceto pros nossos olhos. Sim, o tempo não passa pro olhar.


Há seis anos atras eu tinha um amor pra vida inteira. A dois anos atras eu sequer poderia vê-lo. A dois meses atras, eu estava de mãos dadas com quem, hoje, segura as mãos de outra alma, com outras promessas e juntos, constroem um outro futuro. Eu que já fui menina, já tive sonhos, ídolos, receios. O espelho me mostrou o tempo. Me mostrou o que ficou no caminho, e o que eu ganhei. O tempo me trouxe a maturidade e ela me permite algo além do sonhar. Hoje posso realizar e renovar meus sonhos constantemente.


O tempo é como uma nota musical solta no ar. É como uma semente que cai ao chão. É como uma nuvem de chuva. É como um tempo. O tempo traz e leva o medo. O amor. A solidão. Olhe ao redor, o tempo está correndo e agora já é 2 segundos da linha anterior. O tempo é como uma sombra e não importa o quanto você tente. Um dia, ele chega pra te mostrar o que realmente valeu a pena. O tempo chega e te mostra que ele jamais prometeu te curar. Apenas guardei sua dor, a lembrança é de sua responsabilidade. O tempo passa, e você muda. O mundo muda. As pessoas mudam.


Haverão aqueles que ficarão pelo caminho e o segredo é saber exatamente o que se deve impedir que o tempo leve. Porque se há algo que o tempo não consiga é sim, desfazer o real. Ame com intensidade suficiente pra não perder. This is the secret.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

mesmo que passe,

Você se afasta milhas e milhas de tudo o que pode te fazer lembrar dos vestígios da dor. Você sempre pensa que quanto mais distante das lembranças mais perto da felicidade se fica. Mas não importa aonde você vá. Não importa quantas pessoas novas você conheça. A rotina vai te fazer se apegar, vai te fazer lembrar de novas coisas e quando você menos esperar, já criou novos vínculos, tem novas lembranças, novas dores. E basta ouvir aquela música que qualquer outra lembrança volta nitidamente a viver na sua memória.

Somos seres fracos, vulneráveis a dor. Choramos, remoendo propositalmente a ferida só pelo prazer de nos sentirmos vitimas. É normal, óbvio, humano. Quem nunca pensou em viver uma história de amor, baseada naquelas comédias românticas hollywoodianas com lindos casais que enfrentam situações adversas e no final, juram amor eterno com o beijo perfeito, sob a luz perfeita e a mais incrível canção. Quem nunca idealizou ?

Hoje guardo a dor, pois sou consciente de que ela existe sempre, até mesmo na felicidade. Deixo a dor sair, doer só quando me vejo só, me vejo longe suficiente pra ainda me lembrar de tudo, novo e velho. Lembrar dos perfumes, das histórias e do sabor amargo das lágrimas incessantes que chorei. E do doce aroma do riso que jamais deixei de sorrir.

Somos assim, protótipos de nós mesmos. Sofremos por nós mesmos, sorrimos por nós mesmos e acabamos vivendo pelo outro. Pois nada no mundo, nem mesmo a metafisica é capaz de entender esse sentimento que corrói, que machuca, que entristece, mais mesmo assim, gostamos de sentir, de alimentar, só pelo prazer de estarmos sempre acompanhado de quem, por algum motivo, não caminha mais ao nosso lado. SAUDADE.