
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
sobre mais e menos,

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
as vezes eu queria ser menos,

Quando alguma coisa muda, quando novas coisas te irritam, quando você percebe que o problema está em você e é muito mais dificil de mudar ai. Quando você não é igual aos outros, quando você não consegue sorrir quando não está feliz, quando você tenta não odiar as pessoas, e, mesmo assim, elas te irritam de uma maneira aguda, de um jeito que te machuca como um nó na garganta.
E você não sabe como é dificil. Não sabe como dói doer. Não sabe como e dificil ser diferente. Quando você quer mudar, quer ser apática, quer ser melhor. E não consegue. Não consegue não julgar erros, não consegue não passar por cima dos erros, não consegue transformar situações em pequenos casos.
E dói mais uma vez, e machuca denovo. Quando é amargo, quando é pesado, quando é impossível.
Quando você vê que já não sabe lidar e parece que é impossível não estar com. Quando você tenta se afastar pra não machucar as pessoas e ninguém te entende. E você não entende as pessoas.
Quando você só quer tempo pra pensar, tempo pra se acostumar, tempo pra tentar mudar essa sensação horrível que é ser.
Tempo pra deixar de se importar,
Tempo pra não lembrar mais,
Tempo pra não me incomodar,
Tempo pra não doer mais,
Tempo.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
sobre tudo que quero agora,

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
é tempo,

domingo, 9 de outubro de 2011
querido dezembro,

Não chegue. Simples assim. Demore, demore MUITO a chegar. E se puder, não chegue.
Nada pessoal contra você, assim, mas, não venha pra mim, esqueça-me.
Não leve de mim aquilo que demorei tanto pra conquistar. Não leve. Não me obrigue a soltar suas mãos, a não poder mais olhar em seus olhos, não me obrigue a vê-lo partir.
Querido dezembro, não faça isso comigo. Eu nunca tive motivos pra odiá-lo, mas não tenho outro jeito a não ser te implorar para que não chegue. Ou não se apresse, não. Os quero perto de mim, ele e ali. Os quero, eu sei que às vezes não parece, mas os quero.
E você, querido dezembro, quer me castigar. Quer me mostrar o quanto me importo e não percebo. Dezembro, não chegue, eu os amo. E hoje, posso vê-los dormir ao meu redor e como dói pensar que você os levará de mim. Em um aeroporto, com minutos contados antes de uma partida que vai doer por meses, por anos, até vê-los novamente.
Não me venha dizer que tenho que entender. Eu entendo, eu sei e compreendo que eles têm que ir. Mas não me diga pra não sofrer, não me obrigue a não sentir essa falta que arrebenta meu peito, só de pensar em deixá-los. Só de pensar em não tê-los. Só de pensar no que serei sem eles e no vazio que deixarão.
Querido dezembro, por que?
domingo, 7 de agosto de 2011
sobre deixar pra trás,

O tempo ta indo e as pessoas que não suportam as mudanças estão ficando pelo caminho. E eu sinto essa perda, o tempo todo. Como uma cicatriz que se abre toda vez que alguma coisa é deixada pra trás, desiste, vira passado.
A distância, as diferenças, as igualdades. Tudo isso ta contando. Tudo isso ta deixando alguma coisa pelo caminho. Hoje já não tenho mais quem eu tinha à 2 meses atrás. As discussões não são as mesmas, a preguiça não é a mesma e eu já não tenho o que fazer.
Você pode achar que não faço por falta de interesse, mas não vejo dessa forma. Vejo que, tudo que vai, vai porque tem que ir. Porque não suportou, porque chegou ao limite, porque tem uma vida a seguir.
E, ninguem pode duvidar que pode voltar. Ou não. É tudo tão relativo.
Se sinto saudades? Mas é claro! Aprendi a transformar a saudade em força, pra seguir em frente, pra me orgulhar do que passou pela minha vida, pelo que fez parte do que fui e dos momentos pelos quais passei, nos quais sorri, nos quais chorei.
O tempo tá passando e tem muita coisa ficando pra trás. Eu mesma fiquei também. Me deixei, me esqueci e me renovei. Hoje sou o que costumo chamar de mim.
Afinal de contas, o que nos trouxe aqui? Medo ou coragem ?
sábado, 7 de maio de 2011
de pendências e dependências,

É tudo uma questão de dependência. Nada funciona assim, perfeitamente, nada está sempre bom. Eu, por exemplo sempre tenho alguma pendência, alguma coisa pra resolver, algum plano. E isso não é ruim, não mesmo. Ruim é acordar sem ter no que pensar, no que fazer, no que planejar. É não precisar ter preguiça de ir pra faculdade, pro colégio, pro inglês, pro balé. É não ter que se preocupar com a roupa que vai usar na entrevista, que vestido vai ficar melhor na festa, que sapatilha usar com a saia nova. É não ter que se preocupar com a entrega da resenha do livro, da maquete, do trabalho de biologia ou com o simulado pré-vestibular. E isso é realmente muito triste.
segunda-feira, 28 de março de 2011
do que vem de mim,
“Tenho que acordar cedo, tenho que acordar cedo”. Ela pensa enquanto fixa os olhos na tela do notebook e faz seus dedos conversarem com todos os amigos que a tecnologia pôde lhe dar. “Tenho que acordar cedo”, e olha no relógio que já marca meia noite e meia. E quando seus olhos se fecham por alguns instantes, carregados de sono, ela acorda e decide enfim, desligar-se do mundo, viver off-line. “Tenho que acordar cedo”, ainda pensa enquanto programa o despertador em três horário diferentes, pra ter certeza de que pode dormir mais um pouquinho ou não pode dormir mais nada. “Tenho só mais cinco horas pra dormir”, é no que ela pensa depois. E apaga a luz do quarto, que fica escuro, e trancado. Nunca conseguiu dormir de porta aberta. E pensa, e olha mil vezes no visor do celular a procura de uma mensagem, uma ligação perdida, um sinal de vida. E começa a refletir, e pensa, e pensa, e lembra. E fica inventando situações, cenas, vontades. E pensa no que quer, no que não quer, no que gostaria. Pensa muito, até os pensamentos virarem sonhos e, ainda sim, existirem em sua mente como contos mal-interpretados, histórias de contos-de-fada.
O despertador toca uma vez e ela se levanta. Desliga, olha pro horário. “Estou atrasada”. E o segundo pensamento é até mais comum. “Uma hora e meia até a faculdade”. E pega o shorts que mais gosta na gaveta, por já não mais saber vestir calças em Manaus. E, em uma gaveta repleta de blusas brancas (que não absorvem calor, teoricamente), retira uma, se veste e se põe a, mecha por mecha, destruir os cachos que já não mais compõe seus cabelos. E se pinta, batom rosa, rímel, olhos bem marcados. E sai, com o fone de ouvido no último volume, para não escutar os ruídos do mundo. E entra em um ônibus lotado, mas que ela já sabe andar. E tem consciência que, pontos à frente, a maioria das pessoas desce e sempre sobra o lugar lá na porta da saída, o lugar mais alto do ônibus, onde a janela ventila bem, do lado direito, afinal, depois do retorno, o sol bate no lado do motorista. E vai, ouvindo canções da sua vida e lembrando-se de quanta gente deixou pra trás. E quantas vezes se pergunta por que fez isso, por que fugiu aos seus, porque tão longe de casa? E de onde tanta coragem?
E, uma hora depois, ela desce no meio de outras centenas de pessoas, indo pra diversos lugares. O terminal é apenas um pedaço do caminho que foi percorrido. E espera, espera e espera o ônibus que a levará até o campus. “Estou atrasada” é só o que consegue pensar ao conferir as horas no relógio. E enfim, se vê dentro do ônibus, que, muitas vezes são três, ao invés de dois, na busca de rotas alternativas, mais dinâmicas, rápidas, menos cansativas.
E chega, e corre pro banheiro para lavar as mãos e retocar a maquiagem. E vai até a sala, onde senta, acomoda-se no aconchego do ar condicionado, copia e tenta se atualizar no que esta acontecendo lá. “Perdi a primeira chamada, droga!”. E fica, e pensa, e reflete, e se entrega a seus pensamentos quando, em algumas vezes, cai no sono e acorda preocupada em ser notada. E pensa no futuro, nos planos e nas ações que a levarão até eles. E responde a segunda chamada, e conta às amigas as novidades do fim de semana, os últimos acontecimentos do caso.
E se levanta. E caminha até o R.U, pega fila, dá risada, conversa, vê gente. Come, debate, e caminha até a entrada do ICHL. Vez ou outra vai ao cinema, assiste a uma palestra, passa a tarde conversando, vai ao shopping, ao centro. Porém, na maioria das vezes, entra no ônibus e faz o caminho inverso. Meia hora até o terminal, uma hora até sua casa. E o celular tocando as canções que ela usa pra esquecer o tempo, esquecer o cansaço, esquecer o calor.
E pensa, e canta, e sonha. Andar uma hora e meia traz a vontade e a necessidade de pensar em tudo. “Nem acredito que cheguei”, ao avistar o condomínio, debaixo de todo aquele sol. E se joga debaixo de um chuveiro gelado, deixando a água correr pra se sentir viva. E sai, e troca de roupa, e liga o computador. E vê seus pais, diante da câmera, e ri, e conversa. “Que saudade”. Vez ou outra redige a tarefa do dia seguinte. Vez ou outra lê um ou dois capítulos do livro que a interessa tanto. Vez ou outra dorme sobre a meia luz que o pôr-do-sol faz em seu quarto. E acorda, e come, e espera uma mensagem. E vai pra frente da TV, e aliena-se parte do dia. Precisa disso, se desligar, pensar em nada ou, simplesmente, não precisar pensar.
E volta ao quarto, e conversa, e deixa seus dedos falarem com todos aqueles de que sente tanta saudade. E digita, e ri, e escreve. “Nossa, como é tarde!”. O relógio já marca mais de meia noite. “Tenho que acordar cedo, tenho que acordar cedo”. Ela pensa enquanto fixa os olhos na tela do notebook e faz seus dedos conversarem com todos os amigos que a tecnologia pôde lhe dar. “Tenho que acordar cedo”, e olha no relógio que já marca meia noite e meia. E troca os pensamentos por sonhos ...
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
de preocupações e sorrisos,

segunda-feira, 28 de junho de 2010
como salvar uma vida,
sábado, 22 de maio de 2010
deixa que o tempo vai,
