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sábado, 30 de agosto de 2014

me deixem amar Ed Sheeran,

Eu sempre tive paixões súbitas e passageiras por artistas e suas músicas. E também sempre fui apaixonada por voz e violão. Pode ser feio, não fazer meu estilo, mas se o cara toca um violão e canta, já ganha, no mínimo, minha atenção integral.

E foi assim com Ed Sheraan. Primeiro, foi Lego House. Há muito tempo atrás, eu vi o clipe e realmente achei que Rony Weasley cantava. Mas não, o ruivo era outro. Não me apeguei, gostei da música, mas segui a vida com John Legend, John Mayer...

E assim, um belo dia, alguém postou no Instagram a capa do Multiply, atual álbum do Ed. E eu fui olhar, despretensiosamente, as músicas. Baixei duas no meu Iphone e em menos de 15 dias já tinha os dois CDs, todos os EPs e assistido no youtube mais de 1000 vídeos de acústicos, shows e covers. Sim, essa sou eu, idade de adulta, amor de adolescente.

O que o Ed Sheeran tem demais? Ele é voz e violão. Ele sustenta uma hora e meia de show sozinho, repito: voz e violão.

Ele compõe. E ele compõe com o coração, ele conta sua vida em músicas, ele dá detalhes que não soam românticos, mas, de tão verdadeiros, cantam as mais lindas canções de amor.

Ele fala de Shrek, DVD, pingentes de areia, pássaros com a perna quebrada. Ed Sheeran é fofo.
E quando eu digo FOFO, quero dizer FOFO no real sentido da palavra. Ele não faz o estilo boy band, tem o rosto redondo, é mais branco que a neve, as bochechas rosadas, o cabelo laranja (porque aquilo é realmente mais do que ruivo), barriguinha de cerveja e algumas tatuagens sem sentido. Mas quando sorri, gente, quanta fofura.

Apaixone-se você também clicando aqui.

Ed Sheeran tem senso de humor, não se envolve em polêmicas e está longe de ser o artista perfeito, se tornando real fumando e ficando bêbado sem o menor pudor. Ed é humilde quando fala de si e quando exalta seus fãs.

Ed Sheeran faz a própria banda, ele é completo. Como disse John Mayer uma vez, se dividíssemos o talento de Sheeran em 6 partes, ainda teríamos 6 artistas muito talentosos. Ele canta e tudo que ele faz se torna FOFO, porque ele é o tipo de cara que não tenta ser Justin Bieber, ele atende as fãs vestindo pijama às 2 da manhã no inverno londrino, ele não faz orgias em turnês, ele arrisca uns raps e manda muito bem nisso.

Ele canta sobre o passado e canta tão bem que parece que você o conhece há muito tempo e muito bem, do que ele gosta, do que não gosta e pra quem canta. Ele ama gatos, e isso é mais uma característica dos fofos. Os fofos nem sempre são os mais bonitos, mas são aqueles que você vai querer abraçar e levar para casa, porque tudo que fazem é fofo.

A fofura extrema tem lá suas desvantagens também. Nem todo mundo gosta de tanta fofura. Talvez, se Ed Sheeran fosse meu vizinho ou meu colega de sala e até mesmo meu ex namorado, teríamos terminado por ele ser fofo demais. Mas Ed não sabe quem eu sou e, provavelmente nunca saberá, o que torna a fofurice mais aturável. Idealizar.

Talvez, até, Ed Sheeran não seja tão fofo assim. Talvez o Ed fofo seja o Ed das fãs que, como eu, cegas de amor por essas músicas que tocam a alma e que abraçam o coração da gente, “enfofurizaram”  Ed Sheeran.

I really dont care. O fato é que Ed Sheeran é um puta artista. E é minha paixão da vez. Então, leave me alone e me deixem escutar durante 6 horas por dias todos as musicas dele, quantas vezes eu quiser. E me deixem achar fofo quando ele fuma, acena, ou erra a letra de alguma música. E me deixem desejar um show no Brasil, na certeza de que, pela primeira vez na vida, eu, como uma adolescente, dormiria na fila por um artista e pagaria por um Meet&Great.

Eu não sei quanto tempo vai durar, mas me deixem amar Ed Sheeran e desejar ter o dom dele com canções. E com aquele rasgadinho na voz. E com a versatilidade de Ed Sheeran. E com o dom de cantar para mais de vinte mil pessoas só com voz e violão.


24 anos, 17. Who cares? Eu não sei quanto tempo vai durar, mas me deixem amar Ed Sheeran.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

sobre ter que te deixar,

O querer muito e não poder ter. O desenhar histórias imaginárias com a mente só pelo prazer de viver uma fantasia que te traga instantes de felicidade evasiva. 

O chorar por, sem poder chorar com. O medo de se envolver tanto e perder. Perder fácil, como quem vai fácil. E confiar pouco, porque serão nossos amigos os primeiros a nos machucarem. 

E não entender como, e só sentir, que já se depende de algo que nem reconhecemos, e absorver tristezas espelhadas em conceitos de quem, até ontem, era desconhecido. 

E ser triste, se a tristeza já lhe é rotina e já nem dói tanto assim. E tentar ser melhor, quando se usa um parâmetro unilateral como base. E subir, degrau por degrau, rasgando antigas ideias, antigos conceitos. 

Assumindo o difícil papel do saber e aceitando que a felicidade plena é uma privilégio dos medíocres e que, como me disseram certa vez, a ignorância é benção. 

E crendo que o amor nada mais é do que palavra pra soar bonita nos versos e nas canções. E, assim, se impede de amar. Porque prefere amar amigos do que viver a vida atrás de um sentimento que ninguém sabe ao certo o que é.

E, eu sei, que vocês vão embora um dia. Da minha vida, da minha rotina, da minha memória. E vai doer, de saber que já conheci pessoas que valem a pena. 

Ninguém muda. Ou talvez, mude. E me perdoa se eu sumir, desaparecer. Meu extremo bem-estar ao seu lado me faz sofrer um pouco. 

Não quero cair de novo. E se cair, as vezes só vai doer. A ausência dos melhores sorrisos, dos melhores conselhos, das melhores palavras. 

E eu não quero perdê-los, mesmo que precise. Me precaver de sofrer me traz a dor por antecipação. E escolher entre sofrer e sofrer menos não me parece justo. 

Esteja comigo, em pensamento, que poderei sorrir. 

E lembrar que talvez eu tenha encontrado a felicidade nas tristes palavras do seu sorriso. 

Me deixa ir,

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

sobre te perder,


"Não leve a mal, 
se tudo que eu posso fazer 
é de longe observar você, 
saindo da minha vida"
Não leve a mal,  Fresno

O gosto de lágrimas que existem sem sentido aparente, sem base, sem fatos. O gosto de lágrimas que escorrem pela certeza de que temos que entender que nem todo amor é recíproco, nem toda confiança é sólida, nem toda amizade é pra ser.

E a dor de pensar que já era essencial, rotina, risada, intimidade, assim, tão rápido, como se as almas tivessem se encontrado e se intitulado irmãs, por serem tão compatíveis.
E a dor de sentir que a ausência vai fazer com que tudo volte a ser como era, já que não era pra ser. E, mesmo com a eterna incerteza do que foi dito, somos tão ligados que sei que algo foi dito e, desculpa a tempestade, mas eu jamais falaria de um irmão.

E dói, mesmo sendo compreensível que você não pensa como eu. Que não precisa pensar, ou sentir, ou agir tal qual. E me desculpa por achar que, em tão pouco tempo eu poderia ser tão especial quanto você era pra mim, a ponto de merecer, ao menos, respeito.

E desculpa o auê, mas a dor que sinto tem o tamanho do nosso grau de fraternidade... pra mim. 

E por mais que não tenha sido dessa forma, com essas consoantes e vogais, sabemos que foi. Porque, eu sei, que a paixão supera a amizade e que ela tá na sua vida a mais tempo. 

No fundo, desculpa cobrar de você, aquilo que sou eu. Alguém capaz de, em tão pouco tempo, ter a certeza de que você seria alguém pra levar pra vida toda. E eu vou levar.

De longe, de perto, não tem como, você sempre vai existir.

E eu sempre vou poder dizer que conheci uma grande pessoa. 

E se hoje chorei por saber que o perdi, algo me diz que era pra ser assim. Desculpa entrar na sua vida, bagunçar tudo e cobrar de você a transparência que você não tem o dever de ter comigo.

E pra te dar menos problemas, não leve a mal, me despeço da sua rotina a tempo de você não notar que um dia, pude atrapalhar o que sente, o que gosta de sentir e de quem acha que te faz bem.

Eu te amo.


domingo, 29 de julho de 2012

sobre relacionamentos especiais,

É como se fosse um conhecido. Um daqueles que você conhece no meio de tantas outras pessoas, mas que fica. Permanece, como se a afinidade se encontrasse nos 10 primeiros minutos de conversa. E ri, conta besteiras, conta histórias, conta realidades, fala inglês. E conquista, simples.


É como se fosse um ficante. Daqueles que você gosta de ver sempre, gosta de abraçar sempre, gosta de beijar, gosta de respirar fundo e suspirar. Daqueles que você precisa ver todas as vezes que volta, que é imprescindível entrar êxtase, que é inevitável não desejar. E faz, simples.


É como um amigo. Você conversa, confia, conta tudo. Não tem segredos, não tem frescuras, não tem meias palavras. E vocês conversam por horas, sobre tudo, sobre outras, sobre outros, sobre futuro e passado, sobre ser, sobre voltar ou ficar por aqui. Amigo pra mandar tomar remédio pra dizer que já chega de beber, que precisa de juízo. Amigo, dos melhores.

É como um irmãozinho. Que você está longe, que não pode acompanhar a rotina, que não pode sair junto, estar junto, rir junto. Mas que, mesmo longe, sabe de tudo, toda hora, quer saber. A preocupação, as discussões, o amor fraterno. E cuida, sempre.

É como um namorado. Você tem ciumes, quer exclusividade, respeito. Anda de mãos dadas, cinema no shopping, barzinho, despedida. Necessário ver todas as vezes que, possível. Que dói deixar, que dói ferir, que dói estar longe. Que você reza para os dias passarem rápido pra você poder beijar, jurar amor, fidelidade. Amor, te amo.

É como um amantezinho. Fazer coisas inusitadas, nos lugares mais estranhos, nos momentos mais impróprios. Fugir, se entregar, esquecer do mundo e viver aquilo. Inovar, experimentar, compartilhar o universo de possibilidades que é o mundo. Se esconder, achar na adrenalina a graça da vida. Na internet, na rua, na praça, num jogo de futebol, no cinema. A graça de se divertir no que parece proibido. Entrar no mundo psicodélico, tentar, rir. Foi bom pra você?

É como tudo isso, junto, numa pessoa só. Única.

Sinto sua falta todos os dias em que sangro.

That's all folks!

Nenis,

sexta-feira, 13 de abril de 2012

quem sabe,


As vezes só dói. A saudade, o ego, a indiferença. Dói, amarga a boca, derrama sobre o rosto a água salgada de quem, nunca, entende o porque.

As vezes dá o nó na garganta, o estranhamento, o 'não sei ao certo'. As vezes da vontade de voltar, pedir pra descer, fechar os olhos e fazer com que tudo ao nosso redor se transforme em passado, em espelho, em 'cama quentinha e chocolate'.

As vezes só dói e nem sei ao certo. Porque não liga, porque não ligo, porque já nem ligo mais. Ou porque deixei de ligar, algum dia, pra onde sempre mantive os olhos.

Dói pensar que tudo é relativo, que tudo é passageiro, que tudo pode simplesmente 'não existir mais'. Ou deixar de existir. Como quem sente fome, come e passa. E sente fome de novo, e come, e passa. Esse ciclo constante de sensações inconstantes que te faz sentir e ressentir e sentir de novo.

E passa. Sempre passa. Rápido, devagar, se esvai. E tudo são lembranças, e lembra? De quando éramos dois, éramos nós, amigos, melhores amigos, namorados? E pra onde? E onde? Como e quando?

E pergunta, e ecoa, e as vezes, só dói.

'Quem sabe o que é ter sem querer pra si'.

sexta-feira, 9 de março de 2012

sem amor eu sei que eu não teria,

As vezes só dói. E eu nem entendo porque. Só queria não machucar você. Só queria ser grata por cada instante ao seu lado. Só queria ainda ser o que era quando te conheci. Mas hoje eu acordei assim. Hoje eu acordei menos eu ontem. Acordei com a outra perna, tive um sonho e agi. Te machuquei, me feri e nem sei se ai valer a pena deixar tudo assim.

As vezes só dói. Lembrar dos sorrisos e das lágrimas. Lembrar das noites em que implorei pra você ficar. E de como durmo só hoje. Lembrar de como doeu me despedir e de como você ainda vive em mim. Lembrar como quero que você não sofra, por achar que não merece alguém inconstante como eu.

Queria ter certeza. Certeza de que amanhã vou sentir, vou amar, vou conseguir, vou ir, não vou me atrasar. Queria não sangrar. Queria equilibrar a vontade de crescer com a vontade de crescer junto. Medo de raízes. Medo de escolhas perenes. Medo de caminhar junto.

Queria poder sofrer sozinha. E não sei te responder quando me pergunta confuso, o que aconteceu. Não sei em que ponto, não sei ao certo o que, não sei quando. Aconteceu. E esse egoísmo do que acontece em mim me transtorna. Porque sei que és único. E que minha memória vai castigar meus atos e me fazer pensar, dia após dia, em quem me fez só bem.

E não meço o tamanho das dores, que são nossas e ninguém pode medir. E não sei responder por mim. Só me resta ser óbvia e me desculpar. Talvez por desperdiçar seu tempo. E agradecer, por cada 'fucking' segundo ao meu lado. Agradecer por cada palavra, por cada ação, pelo amadurecimento extremo que você provocou em mim. E pela relação mais madura que pude ter. Pelo equilíbrio, por ceder, pela pouca confiança que, de certa forma, me fez melhor.

E por quebrar os ciclos, desejo te ter. Em memória, todos os dias, rezar por ti. Pelo sucesso que sei que terás e por paciência. Te desejo tempo pra curar as feridas e pra poder me perdoar por ser tão inconstante. E quando puder me perdoar, desejo te ver. Olhar nos seus olhos e ver. Não sei ao certo o que, mas ver nos seus olhos.

Não sei do futuro, sei o que quero hoje. E hoje quer andar só e machucar a mim mesma. E seu perdão, um dia. E, se ainda puder pedir alguma coisa, te peço paz. Paz pra ir curando aos pouquinhos. Paz, porque merecemos. Sem conflitos, sem polêmicas, te peço paz. Pelo tamanho do que vivemos, pela intensidade do que foi dito. Merecemos paz.

E como dito certa vez, não te transformei em texto. Peguei as frases mais bonitas que pude pra te dizer 3 palavras. Perdão, Paz e Obrigada.

Do adeus que não falei, eu sou o fruto das minhas falhas.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

é tempo,


Sempre chega a hora da solidão, sempre chega a hora de arrumar o armário, sempre chega a hora do poeta plêiade, sempre chega a hora em que o camelo tem sede.
Ana Carolina - O avesso dos ponteiros

Dói. E como dois, nos tornamos um. E como um esquerda e outro direita nos tornamos ambidestros. E na imperfeita simetria do ceder, nos unimos o sim e o não, e nos tornamos a certeza do incerto.

Dói. E como rotina, nos fizemos degraus um ao outro, lenços de papel, abraços. Estávamos à uma ligação, à um passo, à um bairro. Nossas discussões eram fogo, faíscas, fagulhas. Ardiam, queimavam e nós mesmos à assoprávamos, preparávamos o anti-séptico, o curativo, a pomada.

Dói. Nos conhecemos, nos entendemos, nos permitimos. Sabíamos do tempo, do espaço, do destino e do futuro, mas nos permitimos sentir. Aceitamos a dificuldade como desafio, a distância como impulso, o incerto como recomeço. Aceitamos viver sabendo dos limites do tempo.

Dói. A cada última noite, a cada último abraço, à cada último beijo. Os dias passando, as noites amanhecendo, e o tempo ficando cada vez mais curto pra nós. E na estranha sensação de impotência, te vejo escorrer por meus dedos, inalcançável, irreversível, incalculável.

Dói. A hora chegou. Vivemos sem pensar no amanhã e o amanhã chegou nos lembrando que sempre esteve ali. A hora chegou e teremos que soltar as mãos e voltar a caminhar sozinhos, nós por nós.

Dói te ver partir, dói me despedir, dói e só eu sei como tem doido todos estes últimos dias. Soltar sua mão, te ver voar, te deixar ir.

O tempo chegou, e é tempo. Tempo de partir, tempo de viver, tempo de começar outra etapa. Nos unimos cientes dos poréns, teremos que ser maduros para enfrentá-los.

É tempo de testar nossos limites. E jamais duvidar do nosso amor. Afinal, sempre chega a hora.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

de diferenças e concessões,


As vezes, o 'fundamental' não é suficiente. As vezes o 'imprescindível' não é necessário. As vezes tudo o que você quer é ficar sozinho. E isso não significa que você não quer, mas sim, que você se quer. Com todos seus defeitos e manias, você se quer pra si só, por alguns instantes.

Quer esquecer os seus problemas e os problemas do mundo. Quer chorar sozinha, sentir saudade sozinha. Quer passar horas no chuveiro deixando a água cair pelos ombros como que numa tentativa de tirar de si tudo aquilo que insiste em grudar na gente.

Não é por falta de amor. As vezes as pessoas são diferentes. As vezes elas só precisam do seu espaço. Pra serem cheias de defeitos, deficientes de razão e escrever bobagens de amor.

As vezes não estamos em paz com a gente mesmo e isso nos torna mais ásperos, menos sociáveis. As vezes nos enchemos de tudo, mas isso passa. Por isso precisamos de espaço, de tempo, tempo pra voltarmos a encontrar com todos aqueles motivos que, no começo, nos fizeram tão bem.

As vezes o 'é impossivel ser feliz sozinho' deixa de ter valor. E o 'vou vivendo com a minha solidão' parece bem real. As vezes somos saudade, as vezes somos tempos, as vezes somos passado. As vezes não somos mais nós.

Eu sei que é preciso ceder. Mas também sei que ceder não nos faz gostar das mesmas coisas. Nem suportar as mesmas coisas. Ir por ir, conversar por conversar não é evitar. É suportar por.

E suportar não conjuga o verbo unir. Ou amar, ou dividir.

sábado, 8 de outubro de 2011

sobre tudo que vai,


E é quando você passa a viver dia após dia, sem perspectiva ou planos que você percebe como o tempo está passando rápido. E você para. Por um instante você para e olha pro céu e reflete como as coisas caminharam e chegaram a ser como são hoje. E você não se lembra do dia e que elas começaram. E vê que elas estão passando. E passando rápido. Tão rápido que cada noite em que você fecha os olhos é uma noite a menos para vivê-las.

E com a correria de sua rotina de 'adulta' você não tem tempo pra chorar. Sim, chorar. Porque é isso que você faz quando para pra refletir sobre a realidade que te espera. Porque você sabe a que tudo está fadado. E sabe que as lembranças serão novamente o que mais vai doer. E talvez você se arrependa de uma palavra ou de uma situação. Mas nunca de um sentimento.

E talvez você nunca mais conheça alguém assim. E vai se lembrar pra sempre de tudo o que você hoje, sequer presta atenção. Como vai ser dificil te ver ir. Como vai ser dificil te deixar. Como é dificil saber que você tem que ir. E como é dificil te ter aqui e saber que esse tempo que hoje passa voando, vai te levar, em breve, pra longe de mim. E só ai vou perceber o tamanho do espaço que você ocupa em mim. E o tamanho do vazio que vai deixar.

A gente, que é tão diferente. A gente que precisou de tanta distância pra se conhecer, de tanta conversa pra se entender, de tanta briga pra se amar, de tantos dias pra se aceitar, a gente que é tão diferente. A gente que briga tanto.

Eu não desejo nada que não seja o melhor pra você. Não me esqueça, eu imploro. Independente do que acontecer. Uma vez, te prometi que não seria mais um texto melodramático em meu blog, e hoje, te posso ter a certeza de que não será. Não cumpriu o ciclo, ainda está aqui. Ainda. E até dezembro chegar quero poder te ver adormecer, cheio de manias, cheio de mim, cheio de amor.

Não se vá, não assim, não agora.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

sobre a falta de você,


Tá faltando paciência. Tá faltando compreensão. Tá faltando ceder. Tá faltando dormir cedo, tá faltando carinho, tá faltando tempo. Tá faltando vontade de ir pra frente, tá faltando lágrima, tá faltando abraço. Tá faltando falar baixo, tá faltando pensar alto, tá faltando.

Tá faltando a magia, tá faltando o cheiro, tá faltando o gosto do beijo com vontade. Tá faltando a respiração mansa, tá faltando a risada largada, tá faltando a piada engraçada, tá faltando.

Tá faltando cinema, tá faltando pipoca, tá faltando jantar. Tá faltando cartinha, tá faltando recadinho, tá faltando reconhecer. Tá faltando me conhecer, tá faltando te conhecer, tá faltando a gente.

Tá faltando você ao lado, tá faltando o abraço apertado, tá faltando seus olhos nos meus.

Tá sobrando amor, só tá faltando saber dividir.

sábado, 2 de julho de 2011

sobre confiança, verdade e amor,


Te amo, será que é tão difícil entender ? Te amo, como só amei uma vez e jurei jamais amar de novo. Te amo e só eu sei o quanto dói quando não confia em mim, quando não confia em si.

Te amo e me machuco todas as vezes em que você não olha pra trás, todo caminho de espinhos e rejeição que trilhei até você.

Te amo e só eu sei o quanto foi difícil aceitar isso. E, quando percebi que o amava, lutei. Lutei com todas as minhas forças, dispus de todas as minhas armas, corri contra o tempo. Te amo, e lutei pra te ter.

Te amo e não preciso de mais ninguém. Ninguém com dinheiro, com carro, com olhos claros ou com ombros largos. Te amo e preciso SÓ de você. Com seus olhos lindos, seus abraços únicos, seus beijos.

Te amo com toda sua implicância, com toda a sua desconfiança, com toda a sua insegurança.

Te amo, te amo mesmo. E nem eu sei porque, depois de tantas discussões, ainda insisto em nós.
Ou talvez eu saiba.

Te amo e em você encontrei a 'paz' em mim. Te amo e sem você não sei seguir.

Me machuca, me fere, mas não me deixa. Porque eu sei que seu coração está comigo.

Te amo e esta carta é pra você. Te amo porque é tempo de dizer, o quanto você é pra mim.

Te amo e não quero pedir pra confie em mim. Quero que confie, porque quer confiar.

Te amo e estou tentando amadurecer ao seu lado, me desculpa se às vezes pareço falhar.

Te amo, não duvida, não questiona, não acusa.

Te amo, confia em mim.

sábado, 3 de julho de 2010

sobre desejos e sonhos,

Quero alguém pra mim. Alguém que tenha defeitos toleráveis e que saiba encarar as situações com maturidade, sem perder o ar de infantilidade no dia a dia.


Quero alguém que preste atenção no que eu falo e no que escrevo e que seja critico ao me falar o que achou. Quero alguém que me elogie sem querer nada em troca. Que tenha ciumes sem ser sufocante. Que seja bonito sem ser convencido. Quero alguém sensato e NÃO arrogante.


Quero alguém que chame atenção dos outros mais que mantenha sua atenção em mim. Quero alguém que esteja completo por estar ao meu lado. Quero alguém que confie em mim sem ser desleixado. Quero alguém que me diga que sou irritante e possessiva, mais que fico uma gracinha brava.


Quero alguém que se preocupe com a aparência, mais que não demore mais que eu pra se arrumar. Quero alguém que consiga prender minha atenção somente em si. Quero alguém que quase nunca me faça chorar, e quando o fizer, peça desculpa sem ser meloso.


Quero alguém que me abrace forte em dias em que eu precisar de carinho. Quero alguém que esteja sempre presente, mais que respeite meu espaço. Quero alguém que saiba argumentar. Alguém que me cale com um beijo no meio de uma discussão.


Quero alguém que só diga te amo, quando o sentir. Alguém que olhe pra outras e depois agradeça por estar ao meu lado. Alguém que saia com os amigos e me deixe sair sem tudo acabar em tragédia.


Alguém que me faça sorrir. Alguém que não me magoe nem seja grosso. Quero alguém que não minta, mas que não me machuque com verdades. Quero alguém que NÃO diga me amar pra sempre. Alguém que, mesmo com o fim, me faça sentir que tudo valeu a pena.


Quero alguém imperfeito, feito pra mim.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

é meu,



Porque mesmo que a gente sente inveja ? Talvez seja a incapacidade de gostar do que é nosso, de vivermos insatisfeitos com o que possuímos e sempre buscarmos nos outros aquilo que, porventura, não possuímos.


E o ciume? Esse desejo de possuir só pra nós mesmos alguém, algo. O desejo incessante de poder segurar nas mãos, ter prioridade. Egoísmo. Amor. Há tantos nomes que aplicamos simplesmente pra não assumirmos que sim, temos ciume.


E o que relaciona a inveja ao ciume? Os sujeitos. Não, não é nada gramatical. Sentimos ciumes de quem queremos ao nosso lado, de quem temos vontade de guardar em um potinho e levar na bolsa, de quem não suportamos ver qualquer aproximação maior que não seja a nossa própria. A inveja vem do outro. Vem daquele que possui o que, de acordo com você, é SEU de direito. É sentir aquela vontade de tirar de perto de quem você ama, alguém que diz amar tanto quanto você. É a pergunta que fazemos a nós mesmos pra tentar entender porque ela está e eu não. É invejar a intimidade, as brincadeiras, a amizade, a relação.


O equívoco vem bem antes. E quem disse que nascemos pra pertencer ? Somos de nós mesmos, desde o início da vida, desde o primeiro fôlego. E o ciume, a inveja ? Isso são mais sentimentos que inventamos, pela deficiência de entender ou classificar o maior deles:


amor.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

quem tem medo da solidão ?

Essa semana eu fiquei carente. Bom, pelo menos foi essa a palavra que eu usei pra designar esse vazio que eu sentia deitada na cama. Essa falta de abraço, de carinho, de atenção. Essa sensação que faz os lábios pedirem beijos, as mãos pedirem outras mãos, o corpo pedir calor. É, carência.

São nesses momentos que você começa a olhar ao redor, e ver os casais juntinhos, o dia dos namorados chegando e você ai, sozinho. A sensação que tive, depois de observar por muito tempo tudo isso foi. AINDA BEM ! haha'

De fato, é delicioso ter alguém com quem compartilhar. Alguém pra te dar carinho, pra assistir filme com você em uma tarde chuvosa, pra ir ao cinema, pra ganhar chocolates, pra ligar todas as noites antes de dormir, pra estar com você em todas as festas, pra ir na sua casa nas tardes de domingo, pra fuçar seu orkut todo dia, pra regular quando você pode ou não sair com seus amigos, com quem você pode ou não falar, porquê tal pessoa fuçou seu orkut, pra implicar com sua roupa, pra discutir por bobagem e te deixar mal o dia todo, pra jogar coisas na sua cara quando estiverem em crise, pra falar alto....

É, mas tudo tem seu lado bom. Sem ser sarcástica ou irônica. O amor é lindo, grudento, doce. E eu, diabética.

Sim, eu minto quando digo tudo isso, afinal, eu gosto de namorar. Aliás, gosto de ter alguém do meu lado, afinal, me ensinaram a não substantivas as relações. A carência te faz escutar musicas lentas, românticas, com letras que você acha que foram feitas pra você. Te faz lembrar de um passado distante, traz lembranças adormecidas a tona, te faz invejar os outros e, até mesmo, faz escorrer aquela lágrima sem sentido no seu rosto.

Carência. Dói, mas passa. É momentânea e se alimenta da sua fraqueza em um momento de solidão. Mas eu posso te garantir: não há nada mais necessário do que a solidão. Claro que primeiro precisamos aprender a lidar com ela porque do contrário ela vai se aproveitar da nossa inexperiência e nos fazer sucumbir. Olhe pra solidão com olhos de conhecimento. Afinal, há muito sobre você mesmo, que desconhece.

Você pode achar que não consegue ser completa sem alguém, e é verdade. Precisamos compartilhar nossos sonhos, nossos medos, nossos desejos. Mais é preciso pertencer a si, antes de pertencer a alguém. É preciso ser de si mesmo antes de ser de alguém, alimentar a si mesmo antes de alimentar alguém, viver de si mesmo antes de viver de alguém. Isso, porque temos que estar sempre preparados pro momento em que ficaremos a sós, nós e nós mesmos. E nesse momento, não haverá mais ninguém pra secar-lhe as lágrimas. Apenas você.

Porque o amor só é o sentido da vida quando vivemos com ele, porque aqueles que vivem PARA ele não são amantes, são dependentes.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

de relaciomentos e nomes,

Andei lendo alguns textos do Lucas Silveira e cheguei a conclusões que eu buscava a tempos, só não sabia exatamente como expressar. Passamos a vida toda nomeando as coisas. Nomeamos pessoas, lugares, tempos, dias, sentimentos. Estamos a todo instante querendo poder ter um nome que descreva isso ou aquilo e no final, tudo se torna nada.

O grande problema em querer nomear as coisas, é que sempre depois que elas ganham uma classificação, geram controvérisas. Com as nomeações vem as regras, com as regras os descumprimentos e com eles, geralmente o fim. Posso contar diversas experiências pessoais a esse respeito, a mais recente delas tem menos de um mês.
Eles ficaram, se viam todos os dias, saiam todos os fins de semana, compartilhavam dos mesmos amigos, trocavam experiências, risos. Falaram algumas vezes sobre sentimento, mais nada que tivesse nome. Contaram sobre seus ex, sobre suas famílias, sobre sua rotina. E assim foi por um pouco mais de um mês. Em dado momento, ela quis nomear.

Talvez se ela tivesse lido algo parecido com isso que escrevo agora, pensaria duas vezes antes de não cometer esse incrível engano. O chamou pra 'conversar' . Não deve existir no mundo, alguém que não tema essa palavra. Muitas vezes, a 'conversa' tem sempre o mesmo desfecho. Enfim, eles se encontraram e ela disse exatamente o que a afligia: queria um nome.

Um nome? Ele não conseguia entender. Ou talves, não quisesse. Ela queria um nome, um substantivo que desse a ela algo parecido com um contrato, com suas regras, posses e divisões de responsabilidade. Ele se assustou, não estava bom como estava ?


Ela pensava que, se ele era capaz de ter ciumes, seria também capaz de nomear a relação. 'Dar um passo a diante?' ele pensava. Até então, nenhuma palavra foi citada, nenhum nome. Ela queria que ele nomeasse. Queria poder dizer: SIM, É ISSO.

Doce engano, ele não soube substantivar aquilo . E se foi, com a certeza de que aquilo que ele não sabia o nome, significava mais pra ele, quando não existia desejo por um nome. Passou a se chamar nada, que ainda é um substantivo.

Foi de fato meio frustrante pra ela, mas ensinou. Vivamos os relacionamentos que nos são apresentados sem tentar nomeá-los. Do contrário, eles podem se esvair, desaparecer e tornarem-se sentimentos anônimos, de nome nada e lembrança NENHUMA. E viver do nada é empobrecer.