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segunda-feira, 16 de junho de 2014

sobre minha ausência,


 http://mensagens.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/mensagens-para-amigas-distantes/mensagens-para-amigas-distantes-2.jpg


andei um tempo longe porque estava feliz demais para escrever sobre coisas que eu não gosto de lembrar. e hoje voltei, não por estar menos feliz, mas por estar menos satisfeita com tudo a minha volta. voltei porque as vezes as palavras se acumulam tanto dentro de mim, que transbordam por entre meus dedos e eu as derramo aqui, para meus invisíveis poucos leitores.

andei um tempo pensando em como gostaria que as coisas fossem. em como eu, sempre e sempre, tive pouca certeza do que estava dizendo, ou do que queria dizer. eu que quando me agonio, me afobo, falo tudo tão rápido que mal consigo me fazer entender. eu que sempre acho que poderia ser melhor se soubesse mais disso ou mais daquilo.

andei um pouco insegura de mim. achando que talvez pudesse ser melhor por dentro e por fora. talvez ter um dom mais popular, um cara mais normal, uma vida menos subjetiva. andei pensando nessa agonia, nesse coração gelado, nessa ansiedade que me tira o ar, que me faz parar de funcionar as vezes.

andei um pouco cansada, atarefada. ainda ando. parece que de uns tempos pra cá não sobra tempo e se sobra quero dormir. ou quero passar a noite rolando a tela do Iphone vendo a vida dos outros e como são todos muito felizes por aí. andei me precipitando, sofrendo por antecipação e se vocês são assim também, devemos mudar.

parei de sofrer por dez meses na frente. e andei escrevendo aqui e ali, um pouco de mim,  um pouco dos outros, um pouco sobre o amor. andei viajando também. e eu sei que, durante todo esse tempo, todas as minhas angústias e todas as minhas palavras estão aqui, saindo sem parar deste teclado, revivendo meu diário online de coisas que eu não quero lembrar.

mas que lembro, o tempo todo. e hoje andei pensando no que nunca deixei de pensar. e me questionando em frente ao espelho, como faço desde me conheço. andei suspirando, de tristeza e dai, de repente, me vi aqui, transbordando em palavras pra vocês. ou pra mim mesma, mesmo.

andei um pouco calada, mesmo falando demais. é que só me sinto por inteira quando escrevo.
andei pensando sobre isso também...

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

sobre ter que te deixar,

O querer muito e não poder ter. O desenhar histórias imaginárias com a mente só pelo prazer de viver uma fantasia que te traga instantes de felicidade evasiva. 

O chorar por, sem poder chorar com. O medo de se envolver tanto e perder. Perder fácil, como quem vai fácil. E confiar pouco, porque serão nossos amigos os primeiros a nos machucarem. 

E não entender como, e só sentir, que já se depende de algo que nem reconhecemos, e absorver tristezas espelhadas em conceitos de quem, até ontem, era desconhecido. 

E ser triste, se a tristeza já lhe é rotina e já nem dói tanto assim. E tentar ser melhor, quando se usa um parâmetro unilateral como base. E subir, degrau por degrau, rasgando antigas ideias, antigos conceitos. 

Assumindo o difícil papel do saber e aceitando que a felicidade plena é uma privilégio dos medíocres e que, como me disseram certa vez, a ignorância é benção. 

E crendo que o amor nada mais é do que palavra pra soar bonita nos versos e nas canções. E, assim, se impede de amar. Porque prefere amar amigos do que viver a vida atrás de um sentimento que ninguém sabe ao certo o que é.

E, eu sei, que vocês vão embora um dia. Da minha vida, da minha rotina, da minha memória. E vai doer, de saber que já conheci pessoas que valem a pena. 

Ninguém muda. Ou talvez, mude. E me perdoa se eu sumir, desaparecer. Meu extremo bem-estar ao seu lado me faz sofrer um pouco. 

Não quero cair de novo. E se cair, as vezes só vai doer. A ausência dos melhores sorrisos, dos melhores conselhos, das melhores palavras. 

E eu não quero perdê-los, mesmo que precise. Me precaver de sofrer me traz a dor por antecipação. E escolher entre sofrer e sofrer menos não me parece justo. 

Esteja comigo, em pensamento, que poderei sorrir. 

E lembrar que talvez eu tenha encontrado a felicidade nas tristes palavras do seu sorriso. 

Me deixa ir,